sábado, 26 de setembro de 2015

FOLCLORE BRASILEIRO

Folclore

          Folclore do inglês folk que é gente ou povo lore que é conhecimento.
          É a tradição de usos populares transmitidos de geração a geração Todos os povos possuem suas tradições crenças e superstições, que se transmitem através de lendas, mitos, provérbios, canções danças e artesanatos, jogos brincadeiras infantis e religiosidade, festas e outras atividades culturais que se desenvolveram com o povo. 

Trajes tradicionais das ilhas dos Açores

    
 instrumentos tradicionais da música irlandesa.



História                        

          O interesse pelo folclore se iniciou no século XVIII e XIX, quando estudiosos como os irmãos Grimm iniciaram pesquisas sobre poesia tradicional, e descobriu-se a cultura popular como oposta a cultura erudita cultivada pelas elites e instituições oficiais.
          O termo Folclore foi criado em 1846, pelo arqueólogo Wiliam John Tomas, para a revista The Athenaeum, substituindo ao termo antiguidades populares. Esse termo passou então a ser utilizado para se referir as tradições, costumes e superstições populares.




O folclore na sociedade contemporânea


                               Maracatu,dança típica do carnaval de Pernambuco.           
           

            Atualmente o folclorismo, é reconhecido como uma ciência a ponto de   o tornar instrumento de educação nas escolas, e protegidos como patrimônios culturais da humanidade.
           Considera se hoje o folclore, como um ramo das ciências sociais e humanas, como parte da cultura de uma nação.
            Para se determinar que um fato é folclórico segundo a UNESCO ele deve
apresentar as seguintes características: Tradicionalidade,dinamicidade,funcionalidade e aceitação coletiva.  

            Pode se acrescentar o critério da espontaneidade, já que o folclore não nasce de decretos governamentais, é um conhecimento que surge dentro de uma comunidade local ou regional, passado de geração a geração.



Lenda escolhida pelo grupo:

IARA

                                 A lenda da Iara é uma das estórias mais famosas do folclore brasileiro, conta a estória de uma bela mulher que é metade humana e metade peixe. Diz a lenda que essa bela criatura tinha o poder de seduzir os homens com seu canto, um som jamais visto antes, tão belo e suave que a sereia conseguia hipnotizar os homens e puxa lós para o fundo de rios e lagos. Essa lenda cativa tanto o público que existem enumeras versões, e m outras lendas da Iara, a moça também tem o poder de transformar qualquer um em pedra só com a força de seu olhar.

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Estória que inspirou o grupo:



“Lá vem história”, programa exibido pela TV cultura nos anos 80s, 90s, reunia um elenco de incríveis contadores de histórias que contavam histórias e lendas do folclore brasileiro de forma lúdica e criativa.



O CANTO DA IARA

                          Contam que no coração da mata tem um lago de águas escuras e muito fundo, tão fundo que sai lá do outro lado da terra. Contam também que ninguém até hoje conseguiu chegar até o fundo dele, porque quem entra neste lago não sai nunca mais! É por causa da sereia que mora neste lago, chamada Iara, que canta como eu nunca ouvi!
                         Há muito tempo quando só os índios moravam nas nossas matas uma taba estava ficando sem homens, porque sempre que um índio saia pra pescar não voltava mais. As mulheres estavam muito tristes e choravam o tempo todo e o chão da mata estava ficando molhado com as lágrimas das mulheres e a terra já não dava mais mandioca de tão molhada que estava. Os homens já não saiam mais pra pescar e o povo da mata estava ficando com fome, sem ter nem mandioca e nem peixe pra comer.
                         Jaguarari, um jovem índio, foi perguntar para o Pajé o que estava assustando os homens da taba, e o Pajé respondeu: - É a Iara Jaguarari, que mora no lago que canta e encanta os homens e seu canto chama os homens para dentro do seu lago e de dentro do lago eles não voltam nunca mais!
                         Jaguarari, que era muito esperto e corajoso, foi para sua oca a casinha onde morava e pensou, pensou, pensou! Tanto pensou que teve uma ideia e tratou logo de por essa ideia em prática. Jaguarari, então, subiu em uma mangueira onde tinha visto uma colmeia de abelhas, pediu licença às abelhas e pegou dois punhados de cera. Com a cera fez duas bolinhas e colocou nos dois ouvidos. De repente tudo silenciou e Jaguarari foi ao lago pescar armado de arco e flecha.
 Porém, no caminho, Jaguarari chegou ao lago de água escura e viu uma linda moça que nadava. A moça tentava seduzir com seu canto, mas Jaguarari com os ouvidos tampados não ouvia nada. Jaguarari ficou apaixonado pela linda moça do lago e quis tirar a cera dos ouvidos para escutar o seu canto, mas não conseguia tirar. E lá no lago a moça chamava Jaguarari e o índio não ia, porque estava tentando tirar a cera dos ouvidos. Iara ficou muito brava porque era a primeira vez que ela não conseguiu puxar com seu canto um homem para dentro do lago de onde mais ninguém saia. Ficou tão brava que bufou, bufou, bufou! E Iara de uma moça linda se transformou em uma cobra muito feia e assustadora que não cantava e fazia um barulho enorme, tão enorme que atravessou a cera que estava nos ouvidos de Jaguarari. Jaguarari olhou pro lado viu a cobra e se assustou! Mas teve tempo de armar a flecha no arco e disparou!  E a flecha atingiu em cheio a cobra que se transformou em uma arará e saiu berrando pelo céu!
                        E foi assim que Jaguarari se tornou herói de sua gente que pode voltar a plantar mandioca e a pescar vivendo feliz e contente no coração da mata.




Recursos:

                       O recurso escolhido pelo grupo foi o teatro de sombras com fantoches. Essa técnica é muito comum entre os contadores de história por proporcionar várias possibilidades de trabalhar com outros elementos além dos elementos visuais.

                       Os sons também são parte importante na hora do espetáculo, muitas vezes eles são extraídos de materiais feitos de sucata, são eficazes na hora de dar o clímax para a história, tem o poder de despertar diversas emoções na plateia.O teatro de sombras com fantoche é um ótimo recurso para aproximar o contador de história da plateia, por ser uma técnica envolvente e que consegue mexer com o imaginário



































Materiais:

- papel cartão
- Lápis
- fita adesiva
- palito de churrasco
- estilete (para fazer os detalhes vazados)
- tesoura


Outros Vídeos: 




                       Esse vídeo faz parte da série “Juro que vi”, e é exibido no canal “TV Escola”. O projeto foi desenvolvido por estudantes da rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro, e tem como objetivo valorizar e apresentar as crianças a beleza e a importância do folclore brasileiro na construção da nossa cultura. Além da estória “Juro que vi- Iara”, a série conta com outros episódios abordando outras lendas.

Segue o link abaixo:

http://tvescola.mec.gov.br/tve/videoteca-series!loadSerie;jsessionid=7B7B13F09A62F15569274BC41C5616B4?idSerie=6413







Integrantes:

Edmar Belchior                                  RA.: 9023446516 (3°)
Fabio Luiz Sarrouf Adão                   RA.: 6621361522 (3°)
Marcos Isaac Casemiro                      RA.: 1299104765 (3°)
Renata Castro Angelo                        RA.: 8206986373 (4°)
Lucinei dos Santos                             RA.: 9019438935 (3°)

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